Áreas verdes em condomínios estão em alta

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Em tempo de isolamento social, áreas verdes em condomínios estão em alta e se tornaram um diferencial na qualidade de vida dos moradores

Esta pausa forçada pela pandemia fez com que muitos percebessem o quanto estavam vivendo mal. E detalhes como as áreas verdes dos condomínios se tornaram um diferencial de qualidade de vida e conforto, indo muito além do valor estético tradicional.

Em tempo de reclusão, esses espaços tornaram-se um verdadeiro oásis para todos aqueles que não podem sair além do portão do prédio.

A busca por um local onde se possa viver melhor ao lado da família é um dos grandes desejos de muitas pessoas. Afinal, ter o prazer em acordar em um verdadeiro paraíso e com a certeza de que está cercado de segurança e privacidade faz o dia começar muito melhor.

Quando este cenário ainda ganha o complemento de áreas verdes, a qualidade de vida aumenta significativamente. Por isso, a busca por condomínios fechados no interior tem crescido ano após ano.

O biólogo Paulo Garbugio explica que a arborização de cidades e condomínios deveria ser considerada infraestrutura de saúde pública, conforme indicação da Organização Mundial da Saúde, pois ajuda a diminuir a incidência de doenças respiratórias como asma e bronquite.

“Nos prédios, uma das principais vantagens é o ganho na qualidade de vida dos moradores. Pesquisas indicam que a presença de áreas verdes diminui em 15% a incidência de doenças crônicas, além de manter a saúde mental em dia, com o alívio do estresse”, avalia o especialista.

Espécies nativas plantadas em torno dos edifícios podem reduzir a necessidade do uso de ar-condicionado em 30%

A manutenção de jardim em condomínios, poda de árvores, arbustos, palmeiras e coqueiros e essencial para manter a beleza do local

Estar em um condomínio fechado com áreas verdes por exemplo, vai favorecer a sua saúde mental. Outros estudos mostram que ao contemplar espaços com árvores, flores e animais, há uma reação no cérebro que aumentam o bem-estar – podendo, inclusive, ajudar no combate à ansiedade e depressão.

Além de proporcionar mais qualidade de vida, seu imóvel também é valorizado. Afinal, com a intensa busca por locais tranquilos e pertinho da natureza, é possível recuperar o valor investido e, em diversos casos, ainda lucrar com a negociação.

Afinal, quem não deseja ter como plano de fundo uma paisagem única, que torna a moradia um lugar diferenciado? Esse simples benefício ainda auxilia a mente a trabalhar suas funções cognitivas, seja a criatividade, imaginação ou atenção aos detalhes.

Arquitetura e sustentabilidade

Em um cenário cada vez mais cinza, com cidades extremamente agitadas e poluídas, sortudos são aqueles que têm a oportunidade de viver em meio a áreas verdes. E com crescimento habitacional vertical, os prédios residenciais têm um papel fundamental na promoção dessa urbanização sustentável, independentemente se em forma de grades jardins ou com o aproveitamento de pequenos espaços.

Entre as tendências mundiais, que alinham arquitetura e ecologia, estão as “miniflorestas” nas sacadas, que são regadas a partir de um sistema de reutilização da água dos apartamentos. A inovação vem de um condomínio em Milão, na Itália. O Bosco Verticale é o primeiro projeto desse tipo e abrigou mais de 900 árvores, 4 mil arbustos e 15 mil espécies de vegetação rasteira. Tudo distribuído entre duas torres, de 38 andares cada.

Áreas verdes em condomínio


Edifício Bosco Verticale em Milão, na Itália: 900 árvores, 4 mil arbustos e 15 mil espécies de vegetação rasteira

O Brasil também foi presenteado recentemente com um projeto inovador lançado pela incorporadora Gamaro e assinado pelo botânico Ricardo Cardim, brasileiro responsável por mais de 500 projetos de telhados verdes, jardins verticais e paisagismo sustentável.

O Seed (semente, em inglês), que será construído na Vila Olímpia, em São Paulo, é o primeiro empreendimento residencial a contar com o terraço pocket forest, que dá origem à primeira fachada integrada a espécies de Mata Atlântica construída em ambiente residencial. Cada unidade contará com até 4,8m2 de jardim composto por bioma nativo e árvores frutíferas de até 6 metros de altura.

Condomínio Edifício Seed – Vila Olímpia – São Paulo, Brasil

O espaço estará conectado a uma estação meteorológica que terá a missão de realizar o cuidado eletrônico, como a irrigação correta, de acordo com as condições climáticas. Além disso, de forma comprovada, essa espécie de jardim vertical proporciona um dia a dia mais saudável ao proteger os moradores da radiação direta do sol no verão e ao manter o pulmão mais aquecido no inverno, por exemplo. A menor exposição à poluição sonora é outros dos benefícios.

No Brasil,  paredes e telhados verdes e o paisagismo sustentável como os jardim vertical ou jardins suspensos ganham cada vez mais espaço nos ambientes. Outros espaços para áreas verdes em condomínios e residências podem ser compostos por vegetação rasteira, da mata atlântica e árvores frutíferas, como ipê amarelo e jabuticabeira, e tem na biotecnologia uma forte aliada para a sua manutenção.

Para iniciar qualquer trabalho de arborização é imprescindível a realização de um estudo para saber qual o peso que a construção suporta. Além disso, para os que já têm alguma árvore antiga no terreno, é indicado fazer uma análise de risco de queda para avaliar se há a necessidade da troca

Fontes: CondomínioSC, Blog da Arquitetura